Tag: Política (page 1 of 2)

Porque o governo não gerencia – e não pode gerenciar – recursos como uma empresa privada

As pessoas frequentemente lamentam o desperdício, a corrupção e os descarados absurdos das agências do governo, se questionando o porquê elas não podem ser “geridas como empresas”. Ainda que a teoria econômica mostre que isso não é um mero acidente: Sérias diferenças institucionais tornam os funcionários do governo muito menos eficientes em gerenciar recursos escassos do que seus equivalentes no setor privado. Nós podemos ver essas lições teóricas ilustradas em numerosos exemplos abrangendo uma vasta gama de indústrias. Essa evidência deveria colocar à primeira vista um obstáculo na expansão da intervenção governamental em novos setores, como o da saúde. Leia mais

Libertarianismo e a Alt Right

Em Busca de uma Estratégia para a Mudança Social

(Discurso proferido no 12º encontro anual da Property and Freedom Society em Bodrum, Turquia, em 17 de Setembro de 2017)

 

Conhecemos o destino dos termos liberal e liberalismo. Eles foram afixados por tantas pessoas diferentes e em tão diferentes posições que perderam todo o seu significado e se tornaram um rótulo vazio e indescritível. O mesmo destino agora está cada vez mais ameaçando os termos “libertário” e “libertarianismo” que foram inventados para recuperar uma parte da precisão conceitual perdida com o desaparecimento dos antigos rótulos. Leia mais

“Quem vigia o vigilante?”: Restringindo o poder soberano usando as comunidades empresariais

O economista Barry Weingast escreveu: “o dilema político fundamental de um sistema econômico é o seguinte: um governo suficientemente forte para assegurar os direitos de propriedade e fazer cumprir contratos também é forte o suficiente para confiscar a riqueza de seus cidadãos”. Leia mais

Ayn Rand era uma libertária?

Ayn Rand foi contra o movimento libertário do seu tempo. Em 1971 ela escreveu:

Para que fique registrado, eu vou repetir o que já disse muitas vezes: eu não vou endossar ou me juntar a nenhum grupo político ou movimento. Mais especificamente, eu desaprovo, não concordo e não tenho conexão com a mais recente aberração de alguns conservadores, os chamados “hippies da direita”, que tentam enganar os mais jovens ou mais descuidados dos meus leitores alegando simultaneamente serem seguidores da minha filosofia e defensores do anarquismo. Qualquer um que proponha essa combinação confessa sua incapacidade de entender ambos. Anarquismo é a noção mais irracional e anti-intelectual ligada ao pensamento concreto*, fora de contexto e adoração de uma minoria do movimento coletivista, ao qual ele pertence.

(N.T. de acordo com a autora, a visão chamada de “concrete-bound” caracteriza-se pela negação das abstrações)

— “Brief Summary,” The Objectivist, Vol. 10, Sep. 1971 Leia mais

Lincolnitos Left-libs: Sandefur e a Supremacia federal

Alguns leitores da LRC podem recordar um debate nas páginas da revista Liberty e diversos blogs a respeito do ponto de vista pró-União do advogado libertário Timothy Sandefur sobre a guerra entre os estados. Tudo começou com o artigo de Sandefur “Liberdade e a União, agora e para sempre” de julho 2002, o que suscitou várias críticas libertárias (incluindo minhas). Sandefur respondeu em seu artigo de dezembro de 2002 na LibertyPor que a Secessão era errada”. Alguns libertários devolveram a bola – incluindo eu e Joseph Sobran – e Sandefur postou ainda outra resposta a essas e outras críticas em seu website.

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Sobre ficções legais e libertários a favor de Lincoln: Uma resposta a Sandefur.

Em uma publicação recente no blog, eu critiquei o artigo “Liberdade e a União, agora e pra sempre” de Timothy Sandefur publicado em Julho de 2002 na revista Liberty. Nele, Sandefur argumentou que libertários não poderiam ficar do lado dos Confederados na guerra entre os estados. Em dezembro de 2002, a Liberty trouxe o artigo de Sandefur “Por que a secessão era errada?”, que é a resposta dele a vários libertários que discordaram dele.

O ponto de vista de Sandefur é o de que Lincoln tinha o direito de prosseguir com a Guerra Civil a fim de evitar que os estados do Sul se separassem porque eles não tinham direito constitucional de secessão.

A falácia de Non sequitur

Todo o argumento de Sandefur é um Non sequitur, já que a conclusão  – que os Estados Unidos estavam certos atacando os Confederados – não decorre na afirmação de que os estados não tinham o direito constitucional de secessão. Mesmo se os estados fossem barrados constitucionalmente de se separar (um grande se), não implica que a causa de Lincoln era libertária. Leia mais

O que o governo fez com as nossas famílias?

 

O destino de famílias e crianças na Suécia mostra a verdade da observação de Ludwig von Mises que “nenhum meio-termo” é possível entre capitalismo e socialismo. Aqui eu mostro que o crescimento do estado de bem-estar social pode ser visto como uma transferência da função da “dependência” das famílias para funcionários do estado. O processo começou na Suécia do século XIX, por meio da socialização do tempo econômico das crianças via leis de presença escolar, de trabalho infantil e de aposentadoria. Essas mudanças, por sua vez, criaram incentivos para se ter apenas poucos ou nenhum filho. Nos anos 1930, os social-democratas Gunnar e Alva Myrdal usaram a resultante “crise populacional” para argumentar a favor da completa socialização da criação das crianças. Suas “políticas familiares”, implementadas ao longo dos quarenta anos seguintes, virtualmente destruíram a família autônoma na Suécia, a substituindo por uma “sociedade de clientes” onde os cidadãos são clientes dos funcionários públicos. Enquanto a Suécia está tentando agora fugir da armadilha do estado de bem-estar social, os velhos argumentos para a socialização das crianças têm vindo para os Estados Unidos.

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Mutualismo: uma filosofia para ladrões

O colapso do socialismo-comunismo não apenas deu origem ao notável crescimento do ambientalismo, como uma fuga à hostilidade do capitalismo, mas também a algum crescimento, vastamente menos considerável, obviamente, dos remanescentes do antigo movimento anarquista, que agora ocasionalmente se denomina “libertário” ou “esquerda libertária”. Uma vertente importante desse movimento remanescente é denominada “mutualismo”. E sua filosofia foi recentemente estabelecida em um livro de um tal Kevin Carson, chamado Estudos de Economia Política Mutualista (Fayettville, Arkansas: Auto-publicado, 2004), do qual eu fiz uma resenha na edição atual do Journal of Libertarian Studies.  A parte inicial da minha resenha aparece na postagem de 10 de junho no Mises Institute. Leia mais

Cidades privadas: o futuro da governança é privado

Imagine uma empresa privada que ofereça os serviços básicos de um estado, ou seja, a proteção da vida, da liberdade e da propriedade em um território definido. Você paga um determinado montante por esses serviços ao ano. Seus respectivos direitos e deveres são estabelecidos num acordo escrito entre você e o fornecedor. Para todo o resto, você faz aquilo que quiser. Por conseguinte, você é uma parte contratante em pé de igualdade e com uma situação jurídica assegurada, em vez de um objeto da vontade do governo ou da maioria, em contínua mudança. E você só se torna parte disto se gostar da oferta. Leia mais

O que de fato (não) é a corrupção

A definição

Para os entusiastas do estado não há a menor sombra de dúvida: a democracia é o ápice da civilização. Ela é um sistema perfeito em sua concepção. Apenas requer as instituições condizentes com sua natureza, ou seja, instituições perfeitas. E uma das razões de tal necessidade é uma ameaça, sempre iminente, prestes a atacar e colocar em risco a obra-prima da vida em sociedade: A corrupção. Leia mais

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