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As origens filosóficas da Economia Austríaca


A Escola Austríaca de economia surgiu em oposição à Escola Historicista Alemã; e Carl Menger desenvolveu suas posições metodológicas em combate ao grupo rival. Assim, eu desejo primeiro discutir os ensinamentos filosóficos da Escola Historicista, uma vez que isso irá aprofundar nossa compreensão da contrastante posição austríaca.

Em seguida, eu irei examinar algumas das influências filosóficas dos fundadores da Escola Austríaca, em particular Franz Brentano e seus seguidores. Brentano foi o principal filósofo austríaco do fim do século XIX. Ele era a favor de um retorno a Aristóteles e eu irei enfatizar as raízes aristotélicas da Escola Austríaca.

Eugen Böhm-Bawerk, a segunda grande figura da Escola Austríaca depois de Menger, foi influenciado por uma escola de filosofia bem diferente, os nominalistas. Eu irei examinar brevemente sua ênfase em clareza conceitual.

Ludwig von Mises, o maior economista austríaco do século XX, se viu alvo de um ataque filosófico. O movimento do positivismo lógico colocou seu método dedutivo ou praxeológico sob severa análise. Os filósofos do Círculo de Viena argumentavam que a ciência é empírica. A dedução não pode nos dar novo conhecimento sobre o mundo sem o uso de premissas não-dedutivas. Nós examinaremos a força da crítica positivista.

Antes de iniciar a discussão sobre os austríacos, eu acho essencial notar que na história intelectual é normalmente muito difícil estabelecer quem influenciou um autor em particular. Frequentemente, é possível mostrar paralelos entre escolas de pensamento, mas exceto em casos especiais, não se consegue mais do que uma hipótese sugestiva. Se um autor declara diretamente que ele foi influenciado por alguém, obviamente que se pode ir além da adivinhação; mas, infelizmente, os pensadores que temos a considerar aqui foram raramente explícitos a respeito de suas fontes intelectuais. O relato apresentado abaixo aspira, na melhor das hipóteses, plausibilidade. Não podemos afirmar que determinada interpretação histórica pode ser de fato verdadeira. Leia mais

O Princípio da Secessão

O General de Gaulle foi insultado, zombado e vaiado por toda a imprensa americana por se levantar no Quebec e gritar: “Vive le Quebec Libre” (Vida Longa ao Quebec livre!), pois a mente americana parece totalmente incapaz de entender o princípio da secessão ou o desejo de uma minoria étnica oprimida de se separar e se libertar da tirania da maioria. Nos EUA, todos riram e chamaram de Gaulle de velho idiota senil e debilitado; mas no Canadá, e acima de tudo no Quebec, ninguém riu. Eles estavam com raiva ou amargor, ou estavam animados; mas eles não riram. Pois eles sabiam que o Canadá é composto por duas nações e que os britânicos dominaram os franceses no Canadá desde que a Grã-Bretanha invadiu e conquistou a Nova França (como o Canadá era chamado) em meados do século dezoito. Leia mais

Entendendo o libertarianismo de forma correta

A teoria social que circula hoje sob o rótulo de “austrolibertarianismo” tem uma longa e proeminente história que remonta há muitos séculos, culminando, durante a segunda metade do século 20, no trabalho de Murray N. Rothbard e que continuou hoje com os seus vários alunos e discípulos intelectuais, eu incluso. A teoria fornece uma resposta simples, argumentativamente irrefutável – sem cair em contradições -, para uma das mais importantes questões em todo o campo das ciências sociais: como os seres humanos, “pessoas reais”, precisam agir em um “mundo real” caracterizado pela escassez de todo o tipo de coisas físicas, ao interagirem uns com os outros, concebivelmente desde o início da humanidade até o fim da história humana, pacificamente, isso é, sem confrontar fisicamente entre si em uma disputa ou uma luta em relação ao controle de uma  mesma coisa? Leia mais

Como alcançar uma sociedade livre

Muitas pessoas têm dificuldade em entender como, nos Estados Unidos, podemos eliminar as maiores ameaças que representam a nossa liberdade. Neste artigo, vou explicar algumas maneiras de como podemos nos aproximar de uma nova liberdade e estarmos seguros, como disse Frédéric Bastiat, em nossa “Vida, aptidões e produção”. Leia mais

Mutualismo: uma filosofia para ladrões

O colapso do socialismo-comunismo não apenas deu origem ao notável crescimento do ambientalismo, como uma fuga à hostilidade do capitalismo, mas também a algum crescimento, vastamente menos considerável, obviamente, dos remanescentes do antigo movimento anarquista, que agora ocasionalmente se denomina “libertário” ou “esquerda libertária”. Uma vertente importante desse movimento remanescente é denominada “mutualismo”. E sua filosofia foi recentemente estabelecida em um livro de um tal Kevin Carson, chamado Estudos de Economia Política Mutualista (Fayettville, Arkansas: Auto-publicado, 2004), do qual eu fiz uma resenha na edição atual do Journal of Libertarian Studies.  A parte inicial da minha resenha aparece na postagem de 10 de junho no Mises Institute. Leia mais

O que de fato (não) é a corrupção

A definição

Para os entusiastas do estado não há a menor sombra de dúvida: a democracia é o ápice da civilização. Ela é um sistema perfeito em sua concepção. Apenas requer as instituições condizentes com sua natureza, ou seja, instituições perfeitas. E uma das razões de tal necessidade é uma ameaça, sempre iminente, prestes a atacar e colocar em risco a obra-prima da vida em sociedade: A corrupção. Leia mais

Murray Rothbard: o “Senhor Libertário”

Murray Rothbard (1926 – 1995) – o maior teórico libertário do século XX –expressou o que ele considerava ser a questão política central que a humanidade confronta. Ele escreveu,

“A minha perspectiva básica própria sobre a história do homem… é a de dar a importância central ao grande conflito que é eternamente travado entre a Liberdade e o Poder.” [1]

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