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O bebê Alfie: a vítima mais recente do governo onipotente

Alfie Evans, um bebê de 23 meses, faleceu num hospital britânico no sábado. Embora a causa oficial da morte seja uma doença encefálica degenerativa, Alfie pode ter sido assassinado pelo sistema de saúde britânico e a suprema corte britânica. Os médicos do hospital que tratava Alfie decidiram remover o seu suporte de vida, contra a vontade dos pais de Alfie. A suprema corte não apenas apoiou a autoridade dos médicos, anulando a vontade dos pais, como também se recusou a permitir que os pais levassem Alfie para o exterior para tratamento.

Ao apoiar a autoridade governamental para substituir seu julgamento pelo dos pais de Alfie, a suprema corte está seguindo os passos de autoritários ao longo da história. Desde Platão, apoiadores de estados fortes têm buscado dar ao governo a responsabilidade pela criação das crianças. O autoritarismo de um sistema onde “especialistas” podem sobrepor os pais é enfatizado por um alerta policial de que eles estavam monitorando as publicações a respeito de Alfie nas redes sociais.

O caso de Alfie não é apenas um exemplo dos perigos de permitir que o governo usurpe a autoridade parental ou das falhas da medicina socializada. Ele mostra o resultado lógico de uma aceitação difundida da ideia de que direitos são meros privilégios concedidos pelo governo. E segue da ideia de que direitos podem ser tomados quando for demandado pelos oficiais governamentais ou pela vontade da população.

É claro que a maioria dos políticos ocidentais negam que acreditem que seus direitos venham do governo. Ao invés disso, eles clamam que o governo deve colocar limites “razoáveis” aos direitos para avançar em objetivos políticos importantes, tais como limitar o direito à liberdade de expressão para proteger certos grupos de discursos de ódio ou limitar os direitos de propriedade para promover a igualdade econômica. Mas, um direito – por sua própria natureza – não pode ser limitado ou abolido e continuar sendo um direito.

Esse desdém por um entendimento verdadeiro dos direitos é encontrado tanto em esquerdistas quanto em conservadores. Ambos apoiam um estado de guerra e bem-estar social financiado via roubo por impostos de renda e o roubo indireto da inflação. Ambos apóiam aprisionar pessoas por ações não-violentas como beber leite cru. Vários políticos, independente da ideologia, apoiam restrições nos direitos parentais como as leis de vacinação obrigatória.

Enquanto reivindicam apoiar o direito à vida, a maioria dos esquerdistas modernos não só apoiam o aborto legalizado como querem forçar pró-vidas a financiar provedores de abortos. Tanto o braço direito neoconservador quanto o braço esquerdo de intervenção humanitária ignoram os inocentes assassinados pelas ações militares dos EUA como um “dano colateral” inconsequente.

Os pais fundadores da América rejeitaram a ideia de que direitos vêm do governo. Em vez disso, eles adotaram a visão de que direitos são ou garantidos pelo criador ou um atributo básico da humanidade.

Já que direitos não vem do governo, ele não tem mais autoridade legítima de violar nossos direitos quanto tem um indivíduo privado. Por conseguinte, se um indivíduo não pode usar a força para fazer você ajudar outras pessoas, tampouco o governo pode. Se um indivíduo não pode usar a força para fazer você parar de apostar online ou de contar piadas politicamente incorretas, tampouco o governo pode. Se um indivíduo não pode usar a força para impedir pais de buscar tratamento médico para sua criança, tampouco o governo pode.

A aceitação difundida dos direitos naturais e do princípio da não-agressão que deriva dos direitos naturais é a chave para obter e manter uma sociedade livre. Deste modo, educar pessoas sobre os benefícios do livre mercado, da liberdade individual e de uma política exterior de paz e livre comércio é a chave para proteger futuros Alfies Evans e outras vítimas do estado de guerra e de bem-estar social, bem como restaurar o respeito pelos princípios morais de liberdade entre uma massa crítica do povo.

Artigo Original

Tradução de Larissa Guimarães

Revisão por Daniel Chaves Claudino

O falho argumento moral do salário mínimo

Com o Dia do Trabalho chegando, os jornais de todo os EUA irão imprimir artigos de opinião pedindo por um “salário mínimo” obrigatório e salários mais altos no geral. Em vários casos, os militantes a favor do salário mínimo argumentam por leis explícitas sobre salários, isto é, um salário mínimo estabelecido em um nível arbitrário determinado por legisladores em um nível que faça com que moradia, alimentação e cuidados de saúde sejam “acessíveis”. Leia mais

O que o Tio Sam, as Mídias de Massa e Wall Street não querem que você saiba

[N.R.: Esse artigo é o capítulo 2 do livro “Crash Proof – How to profit from the coming economic collapse”]

Um pouco de dissimulação de vez em quando por parte de nossos líderes é algo que provavelmente deveríamos aprender a aceitar, a fim de que os nativos não fiquem desnecessariamente inquietos, mas é outra coisa – e para minha mente – é francamente indesculpável ter informações econômicas vitais rotineiramente e descaradamente deturpadas.

As estatísticas econômicas publicadas pelo governo dos EUA são propaganda, pura e simples. Emitidas por agências governamentais, interpretadas por porta-vozes do governo e da comunidade financeira, e relatadas pela mídia de massa, a informação que recebemos foi manipulada para moldar um entendimento público favorável à agenda dos detentores de poder. Leia mais

O Patinho Feio da Liberdade: Um Novo Olhar Sobre a Propriedade da Terra

PROPRIEDADE SOBRE A TERRA tem sido um problema para liberais clássicos e libertários, senão, para alguns destes, uma fonte de constrangimento. Desde a época de Henry George, há mais de um século, foi acusada muitas vezes como a única instância em economia onde há verdadeiramente um almoço grátis – os proprietários de terras desfrutando um free ride ao coletar rendas por nada fazerem. Isso, se verdadeiro, carrega mais vestígios de um fenômeno político do que de livre mercado – de privilégio ao invés de propriedade.

Ainda assim, falamos em “propriedade” da terra e a compramos e vendemos livremente. O que é ela, então? É uma criatura artificial do estado, uma forma de privilégio imposto, como as licenças de táxi na cidade de Nova York? Ou é propriedade autêntica, uma instituição social anterior e independente de todos os estatutos? Os liberais clássicos tradicionalmente se opõem aos privilégios e defendem a propriedade. No entanto, dada essa ambiguidade, não é de admirar que, com algumas notáveis exceções, eles tiveram pouco a dizer a respeito da propriedade sobre a terra?[1][2] Para ajudar a remediar esta falta de atenção e, com sorte, encorajar os estudiosos a examinarem novamente a propriedade sobre a terra, vou rever algumas razões históricas da sua pobre reputação e, em seguida, ponderar algumas maneiras de pensar a respeito da propriedade sobre a terra que podem ser mais frutíferas.

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A utopia da liberdade: cartas aos socialistas

 

Esta é a tradução de um texto originalmente publicado no Journal des Économistes, vol. 20, no. 82, de 15 de junho de 1848. Todas as notas do texto são de Roderick Long.

 

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Nós somos adversários, contudo buscamos o mesmo objetivo. Qual é o objetivo comum dos economistas e socialistas? Não é uma sociedade em que a produção de todos os bens necessários à manutenção e ao embelezamento da vida seja tão abundante quanto possível, e em que a distribuição desses mesmos bens entre aqueles que os criaram através do trabalho seja tão justa quanto possível? Não pode o nosso ideal comum, à parte de todas as distinções de escolas, ser resumido nessas duas palavras: abundância e justiça? Leia mais

Amadurecendo com Murray

A primeira vez que encontrei Murray Rothbard foi no verão de 1985. Eu tinha 35 anos e Murray tinha 59. Durante os próximos dez anos, até a morte prematura de Murray em 1995, eu estaria associado a Murray, primeiro em Nova York e em Las Vegas, na UNLV, em contato mais próximo, imediato e direto do que qualquer outro, exceto sua esposa Joey, é claro.

Tendo agora quase a mesma idade que Murray tinha no momento da sua morte, pensei que era apropriado usar essa ocasião para falar e refletir um pouco sobre o que aprendi durante meus dez anos com Murray.

Eu já era um adulto quando conheci Murray, não apenas no sentido biológico, mas também mental e intelectual, e, no entanto, eu só amadureci quando associado a ele – e eu quero falar sobre essa experiência. Leia mais

Por que Economia importa?

Este artigo é uma seleção de uma apresentação de 19 de junho em uma reunião de almoço do Grassroot Institute em Honolulu no Pacific Club. A apresentação foi parte da série de Seminários Privados do Mises Institute para o público leigo. Para agendar o seu próprio seminário privado com um palestrante do Mises Institute, por favor, entre em contato com Kristy Holmes no Mises Institute.

Primeiro, deixe-me dizer que o que hoje chamamos de “Economia Austríaca” parte do grande legado da economia clássica, com a modificação muito importante que os economistas chamam agora de “revolução marginalista”. A economia austríaca é também um termo que descreve uma saudável e vibrante (embora muitas vezes opositora) escola moderna do pensamento econômico. Ela se originou de gigantes intelectuais como Carl Menger e Ludwig von Mises, nomes que eu tenho certeza que muitos de vocês estão familiarizados. Esses economistas eram da Áustria, daí o termo. Leia mais

As origens filosóficas da Economia Austríaca


A Escola Austríaca de economia surgiu em oposição à Escola Historicista Alemã; e Carl Menger desenvolveu suas posições metodológicas em combate ao grupo rival. Assim, eu desejo primeiro discutir os ensinamentos filosóficos da Escola Historicista, uma vez que isso irá aprofundar nossa compreensão da contrastante posição austríaca.

Em seguida, eu irei examinar algumas das influências filosóficas dos fundadores da Escola Austríaca, em particular Franz Brentano e seus seguidores. Brentano foi o principal filósofo austríaco do fim do século XIX. Ele era a favor de um retorno a Aristóteles e eu irei enfatizar as raízes aristotélicas da Escola Austríaca.

Eugen Böhm-Bawerk, a segunda grande figura da Escola Austríaca depois de Menger, foi influenciado por uma escola de filosofia bem diferente, os nominalistas. Eu irei examinar brevemente sua ênfase em clareza conceitual.

Ludwig von Mises, o maior economista austríaco do século XX, se viu alvo de um ataque filosófico. O movimento do positivismo lógico colocou seu método dedutivo ou praxeológico sob severa análise. Os filósofos do Círculo de Viena argumentavam que a ciência é empírica. A dedução não pode nos dar novo conhecimento sobre o mundo sem o uso de premissas não-dedutivas. Nós examinaremos a força da crítica positivista.

Antes de iniciar a discussão sobre os austríacos, eu acho essencial notar que na história intelectual é normalmente muito difícil estabelecer quem influenciou um autor em particular. Frequentemente, é possível mostrar paralelos entre escolas de pensamento, mas exceto em casos especiais, não se consegue mais do que uma hipótese sugestiva. Se um autor declara diretamente que ele foi influenciado por alguém, obviamente que se pode ir além da adivinhação; mas, infelizmente, os pensadores que temos a considerar aqui foram raramente explícitos a respeito de suas fontes intelectuais. O relato apresentado abaixo aspira, na melhor das hipóteses, plausibilidade. Não podemos afirmar que determinada interpretação histórica pode ser de fato verdadeira. Leia mais

O Princípio da Secessão

O General de Gaulle foi insultado, zombado e vaiado por toda a imprensa americana por se levantar no Quebec e gritar: “Vive le Quebec Libre” (Vida Longa ao Quebec livre!), pois a mente americana parece totalmente incapaz de entender o princípio da secessão ou o desejo de uma minoria étnica oprimida de se separar e se libertar da tirania da maioria. Nos EUA, todos riram e chamaram de Gaulle de velho idiota senil e debilitado; mas no Canadá, e acima de tudo no Quebec, ninguém riu. Eles estavam com raiva ou amargor, ou estavam animados; mas eles não riram. Pois eles sabiam que o Canadá é composto por duas nações e que os britânicos dominaram os franceses no Canadá desde que a Grã-Bretanha invadiu e conquistou a Nova França (como o Canadá era chamado) em meados do século dezoito. Leia mais

Entendendo o libertarianismo de forma correta

A teoria social que circula hoje sob o rótulo de “austrolibertarianismo” tem uma longa e proeminente história que remonta há muitos séculos, culminando, durante a segunda metade do século 20, no trabalho de Murray N. Rothbard e que continuou hoje com os seus vários alunos e discípulos intelectuais, eu incluso. A teoria fornece uma resposta simples, argumentativamente irrefutável – sem cair em contradições -, para uma das mais importantes questões em todo o campo das ciências sociais: como os seres humanos, “pessoas reais”, precisam agir em um “mundo real” caracterizado pela escassez de todo o tipo de coisas físicas, ao interagirem uns com os outros, concebivelmente desde o início da humanidade até o fim da história humana, pacificamente, isso é, sem confrontar fisicamente entre si em uma disputa ou uma luta em relação ao controle de uma  mesma coisa? Leia mais

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