Tag: Economia (page 2 of 3)

O que o governo fez com as nossas famílias?

 

O destino de famílias e crianças na Suécia mostra a verdade da observação de Ludwig von Mises que “nenhum meio-termo” é possível entre capitalismo e socialismo. Aqui eu mostro que o crescimento do estado de bem-estar social pode ser visto como uma transferência da função da “dependência” das famílias para funcionários do estado. O processo começou na Suécia do século XIX, por meio da socialização do tempo econômico das crianças via leis de presença escolar, de trabalho infantil e de aposentadoria. Essas mudanças, por sua vez, criaram incentivos para se ter apenas poucos ou nenhum filho. Nos anos 1930, os social-democratas Gunnar e Alva Myrdal usaram a resultante “crise populacional” para argumentar a favor da completa socialização da criação das crianças. Suas “políticas familiares”, implementadas ao longo dos quarenta anos seguintes, virtualmente destruíram a família autônoma na Suécia, a substituindo por uma “sociedade de clientes” onde os cidadãos são clientes dos funcionários públicos. Enquanto a Suécia está tentando agora fugir da armadilha do estado de bem-estar social, os velhos argumentos para a socialização das crianças têm vindo para os Estados Unidos.

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Mutualismo: uma filosofia para ladrões

O colapso do socialismo-comunismo não apenas deu origem ao notável crescimento do ambientalismo, como uma fuga à hostilidade do capitalismo, mas também a algum crescimento, vastamente menos considerável, obviamente, dos remanescentes do antigo movimento anarquista, que agora ocasionalmente se denomina “libertário” ou “esquerda libertária”. Uma vertente importante desse movimento remanescente é denominada “mutualismo”. E sua filosofia foi recentemente estabelecida em um livro de um tal Kevin Carson, chamado Estudos de Economia Política Mutualista (Fayettville, Arkansas: Auto-publicado, 2004), do qual eu fiz uma resenha na edição atual do Journal of Libertarian Studies.  A parte inicial da minha resenha aparece na postagem de 10 de junho no Mises Institute. Leia mais

Cidades privadas: o futuro da governança é privado

Imagine uma empresa privada que ofereça os serviços básicos de um estado, ou seja, a proteção da vida, da liberdade e da propriedade em um território definido. Você paga um determinado montante por esses serviços ao ano. Seus respectivos direitos e deveres são estabelecidos num acordo escrito entre você e o fornecedor. Para todo o resto, você faz aquilo que quiser. Por conseguinte, você é uma parte contratante em pé de igualdade e com uma situação jurídica assegurada, em vez de um objeto da vontade do governo ou da maioria, em contínua mudança. E você só se torna parte disto se gostar da oferta. Leia mais

O governo inventou a internet, mas o mercado a tornou gloriosa

Libertários geralmente citam a Internet como um exemplo a favor do argumento de que a liberdade é a mãe da inovação. Os oponentes rapidamente respondem dizendo que a internet foi um programa do governo, demonstrando mais uma vez que os mercados precisam ser guiados pela mão firme do estado. Em certo sentido, os críticos estão certos, embora não da maneira como entendem.

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Política fiscal: keynesianos versus austríacos

O seguinte artigo foi apresentado na 12ª conferência Gottfried von Haberler 2016, “Bancos Centrais, Política Fiscal e o Cidadão Traído”, em 20 de Maio, 2016, Vaduz, Liechtenstein.

“No entanto, a teoria da produção como um todo, que é o propósito do livro seguinte, é adaptada mais facilmente às condições de um estado totalitário do que a teoria da produção e distribuição em condições de livre concorrência e com uma grande medida de produção estilo laissez-faire.”

-John Maynard Keynes, Introdução à edição alemã de A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, 7 de setembro de 1936

“Para uma observação precipitada, o estado autoritário e a social democracia aparecem como opostos irreconciliáveis, entre os quais não existe intermediário.”

-Ludwig von Mises, Nação, Estado e Economia, 1919, p.143

Introdução

“Fear the Boom and Bust” é um video do YouTube de 2010, produzido por John Papola e Russ Roberts. A história gira em torno da polêmica entre a teoria de “Keynes contra Hayek” – artisticamente preparada como uma canção de rap/hip-hop. Leia mais

Fascismo: uma aflição bipartidária

Se neoconservadores e progressistas realmente entendessem o fascismo, eles parariam de usar o termo como uma difamação. Isso ocorre porque ambos os grupos, juntamente com as maiores figuras políticas e comentaristas, abraçam ideias e políticas fascistas.

A característica distinta do fascismo é uma “economia mista”. Diferentemente dos socialistas e comunistas que pretendem abolir os negócios privados, os fascistas se contentam em deixar as empresas em mãos privadas. Como alternativa, os fascistas usam regulações, mandatos e taxas para controlar os negócios e gerir (e arruinar) a economia. O sistema fascista é, então, aquele no qual as empresas privadas servem aos políticos e burocratas em vez dos consumidores. A economia americana moderna não se enquadra na definição de fascismo? Leia mais

A economia dos ovos de Páscoa

Esta é uma daquelas épocas do ano onde várias pessoas deixam a inibição de lado e parecem querer mostrar com todo orgulho a dimensão de sua ignorância em assuntos de economia. Tão certo quanto o fato de quarenta dias após o Carnaval termos a Páscoa, é também o fato daquele parente, amigo, colega de trabalho/escola/faculdade ou de você mesmo tentar expor toda a ganância e perversidade de quem vende exatamente a mesma gramatura de um chocolate de uma barra, mas em formato de ovo, e cobra muito mais caro por isso.

Afinal de contas, de onde vem essa diferença? A resposta curta, porém não menos correta, é que as pessoas pagam por isso. De forma simplificada, os ovos de Páscoa são muito mais caros porque as pessoas os compram. Obviamente, vamos explorar a resposta mais longa e elaborada, do contrário, esse artigo acabaria aqui e você provavelmente não estaria muito convencido.

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A última e completa introdução ao agorismo

O agorismo infelizmente precisa de uma introdução

A contra-economia e o agorismo foram originalmente conceitos conflitantes, forjados no que parecia ser a crescente revolução de 1972-73, e que, pelo contrário, provou ser a última onda. Retórica revolucionária ou não, o agorismo surgiu em uma época e em um contexto onde os slogans exigiam análises extensas publicadas e um constante criticismo dialético entre facções concorrentes altamente comprometidas. Assim, quando a euforia dos “anos 60” [1] diminuiu, junto com as coloridas bandeiras de partidos, escombros e cinzas de ideologias explodidas estavam uma teoria e metodologia forte, brilhante e precisa. Provavelmente a primeira base economicamente equilibrada para uma plataforma revolucionária, o mercado agorista derreteu antes mesmo que pudesse chegar às vitrines. Leia mais

O que manterá nossos alimentos seguros?

Qualquer conversa sobre o tamanho do governo federal ou sua legião de agências vai invariavelmente retornar para a questão: “Quem manterá nossos alimentos seguros?”, isso é tão certo quanto a lei de Godwin – exceto que, nesse caso, os fascistas se tornaram, inexplicavelmente, os bons garotos.

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Escolas de pensamento não-praxeológicas

As escolas de pensamento não-praxeológicas erroneamente acreditam que as relações entre certos eventos são leis empíricas bem estabelecidas quando, na realidade, são leis praxeológicas necessárias e lógicas. Assim, eles se comportam como se o enunciado “uma bola não pode ser vermelha e não-vermelha ao mesmo tempo” exigisse ser testado na Europa, América, África, Ásia, Austrália – obviamente demandando muito dinheiro para pagar por tal audaciosa pesquisa sem sentido. Leia mais

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