O porquê você não é livre

[NR: Esse artigo é parte do Livro “How I found freedom in an Unfree World” – Pág. 4]

A liberdade é a oportunidade de viver a sua vida como você quer vivê-la. E isso é possível, até mesmo se os outros continuarem como são.

Se você não é livre agora, isso pode ser porque você esteve preocupado com pessoas ou instituições que você sente estar restringindo a sua liberdade. Eu não espero que você pare de se preocupar com eles simplesmente porque eu sugeri que você o faça. Eu espero te mostrar, entretanto, que essas pessoas e instituições são relativamente impotentes para impedir você – uma vez que se decida como vai alcançar a sua liberdade. Existem coisas que você pode fazer para ser livre e se você voltar a sua atenção para essas coisas, ninguém vai ficar no seu caminho. Mas quando você se preocupa com aqueles que estão te bloqueando, você ignora as muitas alternativas que poderia usar para contorná-los.

A liberdade que você busca já está disponível para você, mas isso não foi notado. Provavelmente há duas razões básicas para você não ter aproveitado essa liberdade. Uma delas é que você está inconsciente das muitas alternativas disponíveis para você. Você não precisa ir para a prisão para evitar impostos exorbitantes. Nem precisa ser um leproso social se você recusa-se a ceder à pressão social. Você não precisa desistir do amor para evitar problemas familiares complicados e restritivos. E você não precisa ficar sem amigos para evitar ter a sua vida à disposição dos outros.

Mas se você não tem conhecimento de alternativas adicionais, é fácil ver esses assuntos como problemas. Felizmente, existem alternativas adicionais – formas pelas quais você pode ter o que você quer sem correr o risco das más consequências.

A segunda razão é que você provavelmente aceitou sem questionar certas suposições que restringem a sua liberdade. Nossa cultura é saturada com “verdades” filosóficas que são comumente aceitas e utilizadas – e raramente são desafiadas.  Eu penso nesses truísmos como armadilhas.

Um exemplo típico de uma armadilha é, “Seria egoísmo se preocupar com a sua própria liberdade; você deve pensar nos outros primeiro.” Ou ” O tipo de liberdade que você quer é imoral” ou “O governo é mais poderoso do que você” ou “Você tem que aceitar a escolha da maioria.” Provavelmente há centenas dessas armadilhas, mas eu reduzi as que eu conheço para quatorze tipos básicos.

É muito fácil ser pego por uma armadilha. Os truísmos são repetidos tantas vezes que podem ser tidos como certos. E isso pode nos levar a agir sobre as sugestões implicadas nelas – resultando em gasto de tempo, luta em batalhas inapropriadas e tentando fazer o impossível.

Armadilhas podem levá-lo a aceitar restrições sobre a sua vida que não têm nada a ver contigo. Você pode inconscientemente pagar impostos que você não tem que pagar, respeitar padrões que são inadequados para você, estar em problemas que não são realmente seus.

Armadilhas são suposições que são aceitas sem questionar. Enquanto elas forem incontestáveis, elas podem mantê-lo escravizado. E por isso que é importante que nós desafiemos elas nas páginas seguintes. Eu penso que você vai descobrir que a maioria delas não têm mais substância do que os velhos clichês, tais como “a terra é plana”.

Se você não é livre agora, é muito provável que tenha aceitado algumas dessas armadilhas. E você provavelmente não conhece o número de alternativas que podem tirar você de suas restrições sem a dor e o esforço que você poderia supor que seria necessário.

Ao analisarmos essas armadilhas e alternativas, eu espero você fique ciente do número ilimitado de estradas abertas para você. Você possui uma quantidade enorme de controle da sua situação – controle este que é desconsiderado quando você concentra a atenção nas pessoas que parecem estar no seu caminho.

Artigo Original

Tradução por Bruno Cavalcante

Revisão por Larissa Guimarães

Harry Browne

Harry Browne o falecido autor de Por que o Governo Não Funciona e de vários outros livros, foi candidato à presidência dos EUA pelo Partido Libertário nas eleições de 1996 e 2000.

2 Comments

  1. Diemesleno Carvalho

    Fevereiro 16, 2019 at 11:37 am

    Eu comecei a perceber que realmente não era livre em 2012 quando casei.
    Minha esposa é russa, e na certidão de nascimento dela, que foi traduzida para o português, consta Nome, Patromínico e Sobrenome.

    Lá na Rússia, por exemplo, Natasha Alexandrovna Sycheva significa: Natasha Sycheva, filha de Alexander.

    Aqui no Brasil não existe Patromínico. Nós temos Nome e Sobrenome.

    Esse Patromínico não é sobrenome. É apenas de utilização regional. Mas ao realizar o casamento, o cartório erroneamente colocou o nome de casado da minha esposa como Natasha Alexandrovna Carvalho.

    Esse Alexandrovna é justamente o Patromínico dela na Rússia. Significa que ela é filha de Alexander.

    Pois bem, após o erro do cartório, tivemos que acionar um advogado para entrar com um processo para que então um juíz permitisse ou não a correção do nome.

    Imagine que nossa ‘liberdade’ é tão limitada que não temos nem direito em mudar o próprio nome, mesmo em caso de erro?

    O juíz, claro, não sabia o que era patromínico, então tivemos que explicar, desenhar e convencer que aquilo iria causar problema se um dia minha esposa quisesse voltar para a Rússia e tivesse que traduzir a documentação errada brasileira para apresentar lá.

    Felizmente o juíz, com a benção do Estado, permitiu que eu e minha esposa, escravos do Estado, pudessemos ajustar nossa certidão de casamento.

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