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ISIS Acontece: Sobre as construções linguísticas dos intelectuais esquerdistas

Às vezes, o emprego de uma única palavra em uso comum dá toda uma visão de mundo diferente. Havia apenas um uso na manchete de uma história no jornal Guardian no final do mês passado: “Como os ‘rapazes de Pompey’ caíram nas mãos do Isis”.

Pompey é o nome coloquial para Portsmouth, a cidade naval da costa sul da Inglaterra, e os “rapazes” da manchete eram cinco jovens garotos de origem bangali que cresceram lá e mais tarde se juntaram ao ISIS na Síria. O artigo descreve como o último dos cinco foi morto agora, três outros foram mortos antes dele e um, que retornou à Bretanha, que foi sentenciado a quatro anos de prisão (na prática dois anos, com remissão por bom comportamento). O uso da palavra “rapazes” destina-se a implicar aos leitores do jornal que não havia nada de diferente ou especial sobre esses cinco jovens rapazes, nada que distinguisse eles de outros jovens rapazes de Portsmouth. Esse uso foi uma manifestação do pensamento ilusório ou mesmo mágico, como se a realidade por si mesma pudesse ser alterada de uma maneira desejada pelo mero emprego da linguagem. Leia mais

Como alcançar uma sociedade livre

Muitas pessoas têm dificuldade em entender como, nos Estados Unidos, podemos eliminar as maiores ameaças que representam a nossa liberdade. Neste artigo, vou explicar algumas maneiras de como podemos nos aproximar de uma nova liberdade e estarmos seguros, como disse Frédéric Bastiat, em nossa “Vida, aptidões e produção”. Leia mais

O Movimento Independentista paulista existe. Você já ouviu falar?

 

[NR.] Esta republicação é da entrevista de janeiro de 2014 que uma de nossas CEOs Luciana Toledo deu à revista pós-moderna VICE sobre o movimento de secessão paulista como representante do Movimento República de São Paulo (MRSP), É importante ressaltar que todos nós do site somos Anarcocapitalistas e é bom entender que esta entrevista, numa grande mídia de viés esquerdista, foi uma porta aberta para o MRSP naquela época. Também vale ressaltar para a maioria dos libertários novos que o que temos atualmente só foi possível por causa dos antigos que buscaram falar aos poucos das ideias libertárias em um “Brasil” completamente estatista e que nós próprios mudamos muitas de nossas visões expressas aqui.

Ela quer separar São Paulo do Brasil

Movimentos de dissidência eclodem Mundo afora, a insatisfação é geral. Não seria diferente, aqui, no Brasil. Em um bate-papo com Luciana Toledo do MRSP (Movimento Republica de São Paulo), a independentista que quer tornar São Paulo um País, fica a pergunta, como? A carta Magna brasileira é clara, os estados que formam o país são indissolúveis. Inspirada pela Revolução Constitucionalista de 32, Luciana fala da insatisfação com o que considera injustiças sistemáticas sofridas e impostas pelo governo Central ao estado de São Paulo. Segundo ela esse descontentamento existe desde quando o Brasil foi inventado. Suas ideias de dissidência geram desconfortos, desconfianças e perseguições, eventualmente é alvo de ataques pessoais, nesse caso compreensível. Essa paulista de 38 anos, com ideias nada convencionais, bem articulada, nascida e criada na Paulicéia, conclama o povo de São Paulo para uma cisão total com Brasília. O sonho de uma República para os paulistas. Uma visão fantasiosa ou realidade plausível. Quem teme o MRSP e sua ideologia de secessão? Leia mais

A Ética Argumentativa de Hoppe e seus críticos

Eu escrevi, desde em torno de 1994, inúmeras vezes sobre a inovadora teoria de direito libertário “A Ética Argumentativa” de Hans-Hermann Hoppe, e ainda ouço – repetidamente – os mesmos, cansativos e velhos argumentos e críticas. É incrível para mim o quão pretensiosos são alguns libertários que não têm nenhuma teoria própria de direitos, e muitos deles não tem base filosófica ou acadêmica, ainda assim, se sentem compelidos a criticar Hoppe e sua teoria de direitos, embora esteja claro que eles não leram quase nada e não tem base teórica própria que explique o porquê eles são mesmo libertários. Eles desconhecem ou são intelectualmente incapazes de reconhecer as muitas contribuições de Hoppe para a teoria econômica e política [1]. Leia mais

Ayn Rand era uma libertária?

Ayn Rand foi contra o movimento libertário do seu tempo. Em 1971 ela escreveu:

Para que fique registrado, eu vou repetir o que já disse muitas vezes: eu não vou endossar ou me juntar a nenhum grupo político ou movimento. Mais especificamente, eu desaprovo, não concordo e não tenho conexão com a mais recente aberração de alguns conservadores, os chamados “hippies da direita”, que tentam enganar os mais jovens ou mais descuidados dos meus leitores alegando simultaneamente serem seguidores da minha filosofia e defensores do anarquismo. Qualquer um que proponha essa combinação confessa sua incapacidade de entender ambos. Anarquismo é a noção mais irracional e anti-intelectual ligada ao pensamento concreto*, fora de contexto e adoração de uma minoria do movimento coletivista, ao qual ele pertence.

(N.T. de acordo com a autora, a visão chamada de “concrete-bound” caracteriza-se pela negação das abstrações)

— “Brief Summary,” The Objectivist, Vol. 10, Sep. 1971 Leia mais

Qual a forma correta de se estudar o homem?

[N.T.: Este artigo é a tradução da primeira parte do escrito “The Mantle of Science”, disponível em “Economic Controversies”. Entretanto, a tradução que segue foi publicada no blog do Lew Rockwell com o título do capítulo subsequente, intitulado What is the Proper Way to Study Man?]

Na nossa correta condenação do cientificismo no estudo do homem, não devemos cometer o erro de dispensar a ciência junto com ele, pois se o fizermos, estaremos dando crédito demais ao cientificismo e aceitando a sua alegação superficial de ser o único método científico. Se o cientificismo é, como acreditamos, um método inadequado, então ele não pode ser verdadeiramente científico. Ciência, afinal, significa scientia, conhecimento correto; ela é mais velha e mais sábia do que a tentativa positivista-pragmática de monopolizar o termo. Leia mais

A Narrativa errada em Charlottesville

A violência política em Charlottesville ontem foi tão previsível quanto fútil. Uma pessoa foi morta e dezenas foram gravemente feridas, marcando um novo ponto baixo nas guerras políticas e culturais que estão tão aquecidas como em qualquer momento desde a década de 1960 na América.

Essa implacável politização da cultura americana corroeu a benevolência e inflamou os piores impulsos da sociedade. Antifa e a direita autoritária “alt right” podem representar expressões simplórias de ódio e de medo, mas ambos os grupos são animados inteiramente por política: a percepção de que outros podem impor sua vontade sobre nós politicamente. A única solução duradoura para a violência política é tornar a política menos importante. Leia mais

Reflexões sobre um relato de preferência temporal à médica

[Esse Relato de caso é baseado em uma história real em que o paciente infelizmente já faleceu]

Paciente, 58 anos, tumor metastático de fígado. Etilista – i.e. usuário de álcool –  há 37 anos, parou há 7 meses. Tabagista há 20 anos, também parou há 7 meses. Numa bela tarde de sábado, o encontro dormindo em seu leito. Há vários dias o encontro assim: prostrado. O estado geral há muito está ruim, com prognóstico terminal. O acordo para fazer a evolução de sempre “Como foi o dia? Sentiu dor? Náusea? Teve febre?” Todas aquelas infinitas perguntas pareceram inúteis ao olhar aqueles olhos amarelados. A pupila já havia perdido seu brilho. O tempo estava finito para aquele paciente. Eu não sabia quantos dias seriam. Mas nós dois sabíamos que não duraria muito o seu tempo aqui na Terra. Leia mais

Desmistificando o estado

Mistificação é o processo pelo qual o lugar comum é elevado ao nível de divino por aqueles que têm um interesse pessoal em sua imunidade à críticas. O governo é o perfeito exemplo de como funciona a mistificação: ele é um grupo de indivíduos organizados com o objetivo de extrair riqueza e exercer poder sobre o povo e recursos em uma área geográfica. Normalmente as pessoas contestam e resistem a ladrões e assaltantes, mas, no caso do governo, elas não fazem isso porque o governo criou uma mística de legitimidade em relação às suas atividades.

“O governo é fundado em opinião,” escreveu William Godwin. “Uma nação deve aprender a respeitar um rei, antes que um rei possa exercer qualquer autoridade sobre ela”. Os governos passados usaram o direito divino dos reis, pelo qual monarcas alegavam a divindade de terem sido nomeados pela lei de Deus, como um meio de incutir respeito. Revolta contra o rei se tornou revolta contra a vontade de Deus. Os governos contemporâneos substituíram isso pela legitimidade derivada de conceitos tais como “democracia”, “igualdade” e “terra natal” ou o “estilo americano”. Tais conceitos patrióticos têm a habilidade de despertar sentimentos de deslumbre reverência na população. Essas reações são engenhosamente canalizadas para apoiar o governo e, por consequência, ajudam a criar a mística de legitimidade da qual os governos necessitam para sobreviver. Leia mais

Lincolnitos Left-libs: Sandefur e a Supremacia federal

Alguns leitores da LRC podem recordar um debate nas páginas da revista Liberty e diversos blogs a respeito do ponto de vista pró-União do advogado libertário Timothy Sandefur sobre a guerra entre os estados. Tudo começou com o artigo de Sandefur “Liberdade e a União, agora e para sempre” de julho 2002, o que suscitou várias críticas libertárias (incluindo minhas). Sandefur respondeu em seu artigo de dezembro de 2002 na LibertyPor que a Secessão era errada”. Alguns libertários devolveram a bola – incluindo eu e Joseph Sobran – e Sandefur postou ainda outra resposta a essas e outras críticas em seu website.

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